Você sabe a diferença entre gordura boa e ruim?

O consumo de gordura saturada é um assunto recorrente, e na Grã-Bretanha produtores e vendedores de alimentos se comprometeram em reduzir os níveis deste tipo de gordura em seus produtos. Porém, além da gordura saturada, outros tipos de gordura estão presentes, naturalmente ou artificialmente, nos alimentos, como as insaturadas e as gorduras trans.

Nem toda gordura é ruim, uma pequena porção na dieta pode ajudar o organismo a absorver determinados nutrientes. E gordura pode ser também uma fonte de energia, proporcionando ácidos graxos essenciais e algumas vitaminas, como as vitaminas A e D.

Então, qual é a diferença entre a gordura boa e a ruim? E quais devemos consumir em maior ou menor quantidade? A BBC listou algumas informações importantes sobre os diferentes tipo de gorduras encontradas em nossa dieta.

Gordura saturada – De acordo com o NHS Choices, o site do serviço nacional de saúde da Grã-Bretanha que dá conselhos de como ter uma vida saudável, diminuir o consumo de comidas que são ricas em gordura saturada é importante como parte de uma boa dieta. Tais alimentos incluem manteiga, banha de porco, chocolate, bolos, massas folhadas, e produtos feitos com carne, como salsichas e tortas salgadas.

A maioria das pessoas consome gordura saturada em grande quantidade: cerca de 20% mais que o máximo recomendado, segundo estudos feitos pela British Dietetic Association. A recomendação atual do Departamento de Saúde da Grã-Bretanha diz que em média os homens não devem comer mais que 30g de gordura saturada por dia, enquanto as mulheres não devem comer mais que 20g.

Uma dieta rica em gordura saturada pode aumentar os níveis de lipoproteína de baixa densidade, ou “colesterol ruim”, no sangue ao longo do tempo, aumentando o risco de doenças cardiovasculares. Mas esse risco foi recentemente contestado. Em um artigo no “British Medical Journal”, o cardiologista Aseem Malhotra diz que gordura saturada tem sido “demonizada por décadas”, e evidências científicas não comprovaram sua relação com doenças cardíacas. Ele diz que a indústria alimentícia compensou a diminuição dos níveis de gordura saturada com o aumento da quantidade de açúcar.

Gordura insaturada – Uma dieta composta por gorduras insaturadas pode ajudar a diminuir os níveis do colesterol ruim no sangue e aumentar os níveis de lipoproteína de alta densidade, também conhecido como bom colesterol.

Gorduras saturadas podem ser substituídas em uma dieta balanceada com gorduras mais saudáveis, como as monoinsaturadas e as poli-insaturadas, que são encontradas em muitos alimentos, que incluem: peixes como salmão, sardinha e cavalinha; sementes e nozes; óleos de girassol e oliva; frutas, legumes e verduras, incluindo o abacate.

Estes peixes têm uma boa quantidade de gordura poli-insaturada ômega-3, e são a fonte mais rica desse tipo específico de gordura. O ômega-3 ajuda a diminuir os níveis de diacilglicerol no sangue, a prevenir a coagulação do sangue, e a manter um ritmo cardíaco regular.

A British Heart Foundation, diz que devemos comer duas porções de peixe por semana, e uma delas deve ser rica em ômega-3. A fundação também recomenda o consumo de uma pequena quantidade de gordura monoinsaturada, encontrado no óleo de oliva, no abacate e nas nozes, para ajudar a manter os níveis de colesterol saudáveis.

Gorduras trans – O terceiro tipo de gordura também encontrada na dieta é a trans. Gorduras trans naturais são encontradas em níveis baixos em alguns alimentos, como carne e produtos derivados do leite. As gorduras trans artificiais são feitas a partir de um processo de hidrogenação do óleo, e são conhecidas como gordura hidrogenada. Esse tipo de gordura pode ser usado para fazer frituras.

Gorduras trans artificiais também podem ser encontradas em comidas processadas, como biscoitos e bolos, e são as vezes usadas para prolongar a vida dos produtos nos prateleiras. Uma dieta rica em gorduras trans pode também levar a altos níveis de colesterol ruim no sangue. Porém, o NHS Choice diz que reduzir a quantidade de gordura saturada é mais importante do que reduzir a quantidade de gordura trans.

Fonte: Bem Estar

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Exame evita biópsia de próstata desnecessária

Um novo aparelho que é posicionado entre as pernas do paciente pode evitar biópsias desnecessárias na próstata, segundo um estudo do A.C. Camargo Cancer Center. O hospital em São Paulo é o primeiro do país a usar esse exame na prática clínica.

O teste com o equipamento pode ser feito por homens com suspeita de câncer de próstata que já se submeteram aos exames de toque e de sangue (PSA) e têm indicação para fazer uma biópsia.

O objetivo é definir quem realmente deve ser submetido à biópsia, um procedimento invasivo que pode causar ansiedade e efeitos como dores e sangramento na urina e na ejaculação. Na biópsia, uma agulha inserida no reto colhe fragmentos da próstata do paciente. A anestesia pode ser local (com sedação) ou geral.

Mas apenas de 30% a 40% das biópsias são positivas para câncer – ou seja, a maioria dos homens com suspeita da doença passa pelo procedimento invasivo desnecessariamente porque o exame de toque e o PSA dão margem para incertezas. Nos Estados Unidos, estudos mostram que há cerca de 750 mil biópsias de próstata desnecessárias por ano.

O A.C. Camargo avaliou o equipamento em 150 homens durante 18 meses e comparou os resultados do novo teste com os da biópsia. Resultado: o exame não invasivo teve acurácia de 90% em prever quem não precisaria ter passado pelas agulhas. Esses dados serão apresentados no Congresso Brasileiro de Urologia, que acontece neste mês em Natal.

COMPLEMENTAR – Gustavo Cardoso Guimarães, cirurgião oncologista e diretor do Núcleo de Urologia do A.C. Camargo, lembra que o novo equipamento não substitui a avaliação clínica e o exame de toque retal nem faz diagnóstico de câncer, mas funciona como um instrumento complementar na investigação da doença. “O exame de toque ainda é mais barato, simples e indispensável para detectar outras anomalias da próstata.” O equipamento emite ondas eletromagnéticas que indicam uma alteração na proximidade de um tumor.

A engenhoca foi descoberta por acaso pelo italiano Clarbruno Vedruccio, que desenvolvia um detector de minas terrestres na década de 90. Como ele tinha gastrite, percebeu uma queda no sinal quando o aparelho se aproximava de tecidos doentes. Segundo Guimarães, o exame também pode ser indicado para quem teve câncer anal e não pode fazer exame de toque retal.

Para Lucas Nogueira, diretor do Departamento de Uro-oncologia da Sociedade Brasileira de Urologia, a tecnologia é promissora, mas mais estudos precisam demonstrar sua eficácia. “Ainda faltam evidências de que esse teste seja superior aos já existentes”, diz. Há outra ressalva: o aparelho custa R$ 450 mil.

Hoje, uma alternativa para filtrar melhor quem deve fazer uma biópsia é a ressonância magnética, mas nem sempre a visualização da próstata é satisfatória. Há também o PCA3, um exame de urina feito após massagem na próstata –ainda mais incômodo que o exame de toque.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Plenário do Cofen ajuíza ação contra Rede Globo

O Plenário do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) ajuizou uma ação civil pública contra a Rede Globo em virtude de cenas divulgadas pela novela “Amor à vida” retratando pejorativamente os profissionais de Enfermagem.

A decisão plenária considerou como o desenrolar da trama da novela das 20h vem retratando a imagem da profissão de Enfermagem e concluiu que as personagens retratadas não condizem com a verdadeira missão e valores profissionais da Enfermagem.

A conselheira federal Irene Ferreira ressaltou que, desde o início da telenovela, o Cofen procurou a emissora por outras maneiras com o intuito de elucidar o desenrolar da dramaturgia e evitar cenas que promovam a Enfermagem como uma profissão subalterna e de baixo nível educacional.

“Nossa maior preocupação é que a Enfermagem não tenha uma imagem distorcida pela sociedade. Representamos mais de 1,8 milhão de profissionais que, diariamente, zelam pela saúde e pelo cuidado com seus pacientes. O Cofen entende que a novela é uma obra ficcional, porém isso não permite que se distorça e denigra os profissionais de Enfermagem”, finaliza a conselheira.

Ainda, no que concerne a outros casos da dramaturgia envolvendo profissionais de Enfermagem, o Plenário estará acompanhando todas as situações que exponham os profissionais de Enfermagem em cenas constrangedoras ou conflituosas, cobrando sempre o devido respeito que a profissão merece.

Confira abaixo uma nota divulgada pelo Plenário do Cofen logo no início da telenovela:

http://novo.portalcofen.gov.br/enfermagem-e-dramaturgia_19694.html

Fonte: Cofen

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Pacientes com câncer são modelos por um dia no Desfile da Primavera

Pacientes em tratamento contra o câncer do Hospital Estadual Pérola Byington, unidade da Secretaria de Estado da Saúde referência em saúde da mulher, participam em 25 de outubro, às 15h, do 9º Desfile da Primavera, no campus Morumbi, da Universidade Anhembi Morumbi, parceira do projeto. Este ano, o desfile acontece em outubro para marcar a conscientização sobre a prevenção contra o câncer de mama.

O evento reunirá 32 pacientes do hospital, que desfilarão criações de 21 voluntários, entre alunos e professores do curso de Design de Moda. O tema é “O Bordado do Improviso”, escolhido a partir do conceito de “resiliência” que é a capacidade de se recuperar de situações de crise e aprender com elas.  As peças são praticamente artesanais em tricô e em crochê.

Embora não haja comprovação científica, a diretora técnica do departamento de saúde do Pérola Byington, Faride Amar Cohen, afirma que a autoestima elevada aumenta a imunidade e, consequentemente, a adesão contínua e correta ao tratamento.

“A emoção das nossas pacientes em ter equipes inteiras se mobilizando por elas, para proporcionar um dia especial e diferente, onde a doença fica em segundo plano, é indescritível, sem contar a realização por parte de quem trabalha nesse evento”, completa.

O evento é aberto ao público e contará também com a presença de outras pacientes e profissionais do Hospital, além de familiares e amigos. O desfile acontece no campus Morumbi, da Universidade Anhembi Morumbi, na Avenida Roque Petroni Jr., 630 – Brooklin.

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Aprender novas atividades estimula o cérebro e faz bem para a memória

Ao longo da vida, o cérebro vai perdendo neurônios e, por isso, é importante estimulá-lo no dia a dia para que ele recupere essa perda e crie cada vez mais conexões. Quanto mais conexões, maior a capacidade da pessoa realizar determinadas funções e, no caso dos idosos, é extremamente importante que haja estímulos externos para isso, como alertaram o geriatra Carlos André Freitas dos Santos e o neurocientista Antônio Pereira Júnior.

De acordo com os especialistas, no entanto, o idoso precisa estimular o cérebro com atividades diferentes do que está acostumado no dia a dia. Isso porque o cérebro se acostuma com as habilidades corriqueiras e, por isso, precisa de novidades para ser desenvolvido de outra maneira. Uma pessoa que leu a vida inteira, por exemplo, não deve procurar na leitura uma maneira de se distrair, mas sim em outro hábito, como tocar um instrumento, como explicou o geriatra Carlos André Freitas dos Santos.

Esses novos estímulos podem ajudar a melhorar a memória, a agilidade e também a coordenação motora do idoso, fazendo com que ele tenha a mesma capacidade de aprendizado de um jovem.

É importante ressaltar que ainda que, apesar de ter a mesma capacidade de aprendizado, a velocidade do processamento das informações no idoso é diferente. Os mais velhos acham difícil, por exemplo, guardar nomes de rua e de pessoas porque o número de sinapses no cérebro diminui com o tempo – ou seja, é como se algumas informações ficassem guardadas em um lugar mais nobre do cérebro.

Dessa maneira, ele consegue se lembrar de algo que aconteceu há 50 anos, mas não se lembrar do que fez na última semana. Por esse “espaço nobre” do cérebro estar cheio de memórias, é difícil que o idoso guarde novas informações, ao contrário dos jovens, que têm esse espaço praticamente vazio.

Outra dica que pode fazer bem para o cérebro dos idosos é a atividade física. Segundo o geriatra Carlos André Freitas dos Santos, quando o músculo é exigido durante um movimento, mais terminações nervosas aparecem e, com isso, é produzida uma proteína que cai na corrente sanguínea e chega ao cérebro, onde estimula os neurônios e melhora as funções.

Por isso, nunca é tarde para começar a se exercitar, como foi o caso do empresário Carlos Alberto de Carvalho, de 69 anos, que decidiu aprender stand-up paddle e nunca mais parou.  O mesmo aconteceu com a educadora física Marta Elena Senf, que venceu o excesso de peso e o sedentarismo, entrou na faculdade quase aos 50 anos de idade e ainda arranjou um novo emprego, trabalhando com exercício físico, como mostrou a reportagem da Natália Ariede.

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Criança que não dorme em horário fixo tem mais problemas de comportamento

Após um estudo com mais de 10 mil crianças, pesquisadores britânicos concluíram que a falta de horários regulares para dormir pode aumentar os riscos de problemas comportamentais e emocionais na infância. O resultado da investigação foi divulgado ontem, dia 14, pela revista científica Pediatrics.

De acordo com os pesquisadores, dormir pouco ou em horários irregulares são medidas que atrapalham o ciclo circadiano - sistema que ajuda o corpo a regular o apetite, os horários de sono e o humor. “Alterar constantemente a quantidade de horas dormidas por noite ou ir para a cama em horários diferentes a cada dia é como bagunçar o relógio biológico. Isso interfere na forma como o corpo será capaz trabalhar no dia seguinte”, diz a coordenadora do estudo, pesquisadora Yvonne Kelly, da University College London.

O trabalho aponta que as crianças que não tinham horário fixo para dormir apresentaram, em comparação aos colegas que se deitavam todos os dias no mesmo horário, quadros mais acentuados de tristeza, hiperatividade e ansiedade. Além disso, envolveram-se mais em brigas com colegas.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram 10.230 crianças da Grã-Bretanha. Os hábitos de sono dos voluntários, como a quantidade de horas dormidas e o horário em que se deitavam, foram estudados quando as crianças tinham 3,5 e 7 anos de idade. Informações sobre os fins de semana não foram levadas em conta. Pais e professores das crianças estudadas responderam questionários sobre o comportamento delas.

Diante dos resultados, os autores reforçam a importância de os pais se esforçarem para criar uma rotina para os filhos e defendem que o assunto seja conversado com o pediatra durante as consultas médicas.

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Alckmin investe R$ 69,1 milhões na saúde do ABCD

O governador Geraldo Alckmin anunciou nesta quinta-feira, 24 de outubro, um novo pacote de medidas para a saúde da região do Grande ABCD no valor de R$ 46,5 milhões. Entre as ações está o anúncio da liberação de mais R$ 20 milhões para finalização da obra e instalação da rede de tecnologia de informação do Hospital Municipal de São Bernardo do Campo.

A Secretaria de Estado da Saúde já investiu R$ 20 milhões na obra da unidade. Esse novo aporte resultará num complexo de três blocos em uma área de 37 mil m². Quando concluída, a nova estrutura contará com 260 leitos, 13 salas para procedimentos cirúrgicos e deverá oferecer anualmente 16 mil vagas de internação, 6.000 cirurgias, 400 mil procedimentos de diagnósticos e 13 mil seções de diálise.

Assim como ampliar a oferta de leitos para a região de São Bernardo do Campo, o novo serviço será referência em atendimento clínico e cirúrgico nas especialidades de neurologia, neurocirurgia, nefrologia, oftalmologia e cirurgia cardiovascular.

Para o Hospital Estadual Mário Covas, unidade pertencente à Secretaria, o governador autorizou um repasse financeiro no valor de R$ 10 milhões que será investido na modernização da unidade e na compra de equipamentos, como aparelhos de anestesia, ventiladores para UTI, monitores hospitalares, entre outros. A verba será liberada por meio de um pacote de emendas parlamentares.

Referência em atendimento para todos os municípios que compõem a região do Grande ABC, o Hospital Estadual Mário Covas realiza por ano, em média, 11,8 mil internações, 193,8 mil cirurgias ambulatoriais, 193 mil consultas médicas e 7,2 mil sessões de quimioterapia. Neste ano, serão investidos pela Pasta estadual cerca de R$ 128,7 milhões somente para custeio do Hospital.

Outra medida do governo do Estado é a entrega do serviço de ressonância magnética no Hospital Estadual de Diadema. A Secretaria investiu R$ 2,6 milhões para compra do aparelho, itens do mobiliário e a readequação da estrutura do ambiente. Os valores foram integralmente custeados pelo Governo do Estado.

Com o aparelho será possível realizar cerca de 400 exames por mês e atender pacientes de sete municípios do Grande ABC (Santo André, Diadema, São Bernardo do Campo, Mauá, Ribeirão Pires, São Caetano do Sul e Rio Grande da Serra).

“Esses investimentos representam um grande reforço para a saúde pública no ABC paulista. Nosso objetivo é oferecer atendimento mais rápido e de qualidade com melhor estrutura aos usuários do SUS”, afirma o secretário de Estado da Saúde, David Uip.

CRI e Lucy Montoro – Além disso, para ampliar a qualidade e quantidade dos serviços públicos oferecidos à população da região, a Secretaria está implantando um CRI (Centro de Referência do Idoso) num anexo ao Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Santo André.

A licitação para definir qual será a empresa que desenvolverá o projeto foi publicada no Diário Oficial no dia 11 de outubro e a previsão de investimentos para a construção do prédio é de R$ 4 milhões.

Além de consultas nas especialidades de geriatria, otorrinolaringologia, oftalmologia, urologia e ginecologia e exames de apoio diagnóstico, como de audiometria, por exemplo, o CRI também vai oferecer aos idosos atividades em grupo, voltadas para a prevenção de quedas e para a memória, serviços terapêuticos, como de podologia, e atividades educacionais, culturais e de lazer. O atendimentos nos CRIs são feitos via encaminhamento das unidades básicas de saúde.

Os CRIs são polos regionais de promoção de envelhecimento ativo e centros formadores geriátricos, com especialidades médicas, atividades educacionais, culturais e de lazer. Na capital, já existem duas unidades estaduais com este perfil em funcionamento: os Centros de Referência do Idoso (CRI) da zona Norte e o da zona Leste que, juntos, realizam mais de 40 mil atendimentos por mês. Somente para este ano, serão investidos R$ 26,6 milhões para custeio das unidades.

Ainda em Santo André, a Secretaria irá implantar uma unidade da Rede Lucy Montoro, também num terreno anexo ao Hospital Mario Covas. O investimento previsto é de R$ 8 milhões. Outra unidade da Rede será implantada em Diadema. A unidade será instalada em um prédio da prefeitura localizado no “Quarteirão da Saúde”. O investimento previsto é de R$ 4,5 milhões.

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Campanha pede redução de impostos sobre remédios

Uma campanha lançada neste mês quer pressionar o governo a reduzir os impostos – e, consequentemente, o preço – de medicamentos no Brasil. Quem está por trás da iniciativa é a Abrafarma (associação de redes de farmácias e drogarias) e a Interfarma (associação que representa a indústria farmacêutica).

Segundo as entidades, o Brasil é um dos campeões de impostos sobre medicamentos, com uma carga tributária de 34%. A conta foi feita pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação. O ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) abocanha a maior parte desse percentual. O tributo fica entre 17% e 19% do preço do remédio, dependendo do Estado. Em São Paulo ele é de 18%. Só no Paraná o imposto é mais baixo, de 12%.

Em países como Portugal, Suíça e Holanda, os medicamentos são tributados em, no máximo, 10%, afirmam as associações. A média em outros países é de 6,3%, mas no Reino Unido e Canadá não há impostos sobre remédios. “Não faz sentido que remédio pague mais impostos que biquíni ou urso de pelúcia”, diz Antônio Britto, presidente da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa).

“A Constituição afirma que a tributação de um produto deve ser feita de acordo com sua essencialidade, mas acho que houve uma inversão das prioridades, já que automóvel tem imposto menor que medicamentos no país”, diz Pedro Bernardo, diretor da área de acesso da Interfarma. Cassio Zocolotti, diretor de consultoria tributária do grupo FBM, afirma que a redução de impostos estaduais e federais teria um impacto direto na diminuição do preço dos remédios para o consumidor final, já que, por força de lei, os valores desses produtos são determinados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos.

“Impostos menores significariam maior acesso da população aos remédios, menos hospitalizações e menor uso de dinheiro público na saúde”, diz Britto. De acordo com Zocolotti, que não está envolvido com a campanha, a redução de impostos poderia aumentar a arrecadação, já que, com remédios mais baratos, o consumo deve crescer.

Foi o que aconteceu no Paraná, que reduziu o ICMS para remédios em 2008: a arrecadação com medicamentos aumentou de R$ 50 milhões antes da mudança para cerca de R$ 170 milhões em 2010. A campanha está coletando adesões por meio de abaixo-assinados disponíveis em cerca de 6.000 farmácias do país. A iniciativa já conseguiu mais de 2 milhões de assinaturas desde o dia 1º.

O próximo passo, segundo Britto, é entregar o resultado da campanha para senadores e deputados federais em novembro e pressioná-los a reduzir ou até eliminar os impostos de medicamentos. Outro objetivo é colocar em pauta alguns dos mais de 20 projetos de lei que defendem a redução de impostos dos medicamentos.

OUTRO LADO – Procurado pela reportagem, o Ministério da Fazenda afirmou que não estão previstos novos cortes de impostos sobre produtos, mas não se manifestou sobre a diferença entre a carga tributária dos remédios e a de outros produtos. A Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo disse apenas que “por ora, é contra a redução”.

Fonte: Folha de São Paulo.

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Unifesp inaugura Ambulatório de Mastologia e Unidade Diagnóstica

Aproveitando o movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa, a Escola Paulista de Medicina (EPM) e o Hospital São Paulo, ambos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), inauguram hoje, dia 16 de outubro, o Ambulatório de Mastologiada instituição com novas instalações e a Unidade Diagnóstica, com equipamentos modernos para o atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

No ambulatório são atendidas mensalmente cerca de 1500 mulheres com as mais diversas doenças mamárias, entre elas o câncer de mama. De 30 a 40 casos desta doença são diagnosticados por mês no Hospital São Paulo. Em 2012, o Brasil registrou 52.680 casos novos de câncer de mama e cerca de 12.000 mortes. Desses óbitos, quase 43% ocorreram na faixa etária entre 40 a 59 anos. A dificuldade de acesso ao diagnóstico nas fases precoces é a principal causa de atraso no tratamento e faz que a mortalidade por essa enfermidade seja maior entre populações menos favorecidas.

A nova unidade direciona seu atendimento visando o diagnóstico precoce e aumentando as chances de cura. O espaço tem cerca de 300m², divididos em duas unidades: Clínica, onde ficam os consultórios, e Diagnóstica, onde ficam os equipamentos de última geração. Atualmente o ambulatório dispõe de dois aparelhos de ultrassonografia, um mamógrafo digital e uma mesa de biópsia, todos dedicados ao atendimento dessas pacientes.

O chefe da disciplina de Mastologia da EPM/Unifesp, Afonso Nazário, explica que a situação ideal é quando o câncer de mama é detectado em sua fase inicial, quando esse ainda não é palpável. “Isso só é possível quando se observa algum sinal suspeito na mamografia, que deve ser realizada uma vez por ano. Em ambas as situações, essa estrutura dedicada, permite às pacientes realizarem os exames logo após a consulta com médico especialista. Foi essa complexidade do atendimento que determinou a organização da Unidade Diagnóstica”, esclarece Nazário.

A média de atendimento mensal é de 800 consultas médicas, 250 atendimentos de enfermagem, 120 consultas de fisioterapia, 45 consultas com psicóloga além dos grupos de acolhimento que incluem os familiares das pacientes. Ainda são realizadas mamografias e uma média de 65 biópsias e 70 cirurgias (mais da metade destas, em pacientes com câncer de mama).

Esse modelo de assistência integrado já existe em alguns hospitais no mundo, como o Instituto Gustav Roussy, na França, onde há mais de oito anos, o ambulatório funciona no sistema “one-step clinic”, explica a coordenadora do Ambulatório de Mastologia da EPM/Unifesp, Simone Elias. “Esse sistema visa otimizar o processo de atendimento e diagnóstico do câncer de mama, permitindo a maioria das vezes, definir o diagnóstico no mesmo dia da consulta, e ainda reduzir custos e ansiedade das pacientes”, complementa.

“Percebemos que há uma grande carência no que diz respeito à estrutura diagnóstica nos serviços de saúde do Estado e existe uma legislação que orienta sobre o tempo para atendimento do câncer. Neste sentido, o diagnóstico precoce do câncer de mama é uma etapa essencial para o cumprimento dessas metas”, explica o chefe do Departamento de Ginecologia da EPM/Unifesp, Manoel Girão.

O ambulatório está localizado na Rua Marselhesa, 249, Vila Clementino. As consultas são agendadas apenas via Unidade Básica de Saúde (UBS) e as mamografias podem ser marcadas pessoalmente, basta ter o pedido médico e o cartão do SUS.

Sobre a Unifesp – Criada em 1994, a Unifesp originou-se da Escola Paulista de Medicina (EPM), entidade privada fundada em 1933 e federalizada em 1956. Por meio do Programa de Apoio ao Plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), iniciou seu projeto de expansão em 2005.

Atualmente, a Universidade conta com cursos nas áreas de Humanas, Exatas, Biológicas, Negócios e Saúde; distribuídos nos seguintes campi: São Paulo, Baixada Santista, Diadema, Guarulhos, São José dos Campos e Osasco, além de unidades avançadas de extensão – Embu das Artes e Santo Amaro. Possui 9.430 alunos de Graduação, 3.144 de Pós-Graduação Stricto Sensu e 5.847 de Pós-Graduação Lato Sensu.

A Unifesp também conta com o primeiro Hospital Universitário do Brasil, o Hospital São Paulo. Em 2011, pela terceira vez consecutiva, foi reconhecida a melhor universidade federal do País, segundo o Índice Geral de Cursos das Instituições de Ensino Superior (IGC).

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‘Viciados’ em smartphones adotam estratégias para limitar o uso do aparelho

Eles estão no meio de nós, em todos os lugares. Mas a onipresença dos smartphones não é unanimidade: já há quem tenha decidido restringir seu uso como uma forma de “detox digital”. A expressão virou moda nos Estados Unidos, onde já existem iniciativas formais: acampamentos de desintoxicação que desafiam usuários a passar alguns dias off-line.

Por aqui, não há nada parecido, só ações individuais de quem admite ser um “heavy user”, termo que descreve usuários frequentes. Se a ideia de desligar o aparelho lhe parece absurda e esquecê-lo em casa é motivo de desespero, você é um deles.

O publicitário Danilo Augusto de Oliveira, 23, depois de ouvir reclamações dos pais, decidiu ficar uma semana sem usar a internet do aparelho e comprovou: há, sim, vida sem smartphone. “Fiquei mais produtivo. Li mais, escrevi e conversei mais com a minha família.”

Por outro lado, as esperas em filas se tornaram maiores. “Eu sempre jogo nessas horas. Também senti falta de tirar fotos e postar no Instagram. Mas acabei percebendo que tirava fotos demais.” Hoje, um ano depois do jejum, ele mantém as notificações de redes sociais desativadas e já recomendou a experiência a alguns amigos, sem sucesso.

CAMINHO SEM VOLTA – A venda de celulares com internet no Brasil cresceu 110% no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado (dados da consultoria IDC). Até o fim deste ano, estima-se que haverá 6,8 bilhões de celulares no mundo, 40% deles ligados à internet, segundo números da União Internacional de Telecomunicações, órgão ligado à ONU.

A antropóloga Sandra Rubia da Silva, que estuda o impacto dos aparelhos do cotidiano, diz que muitos têm uma relação afetiva com o smartphone. “Esse é um fenômeno que se disseminou rapidamente, em pouco mais de dez anos, e mudou as relações sociais. Tem quem almoce, jante e durma com o celular”, diz Silva, professora da Universidade Federal de Santa Maria.

A conexão 24 horas acabou com a separação entre vida profissional e pessoal, diz a psicóloga Daniela Romão-Dias, professora da PUC-Rio. “Ter o mundo às mãos é irresistível, é uma concorrência desleal com a realidade.” As demandas infinitas de e-mails, aplicativos e redes sociais podem gerar angústia, afirma Dora Sampaio Góes, psicóloga do Grupo de Dependência de Internet do Hospital das Clínicas. “No smartphone é tudo para ontem. Mas devemos questionar: é urgente mesmo? Preciso deixar de interagir com os outros para responder uma mensagem?”

Quem já sente prejuízo causado pela tecnologia, como queda na produtividade, deve tentar, primeiro, corrigir o problema sozinho, sugere o psiquiatra Aderbal Vieira Junior, da Unifesp. Para isso, basta criar algumas regras. Se não funcionar, procure ajuda. A arquiteta Anne Cuchi, 33, hoje adepta da ideia “menos wi-fi, mais conversa”, já propôs aos amigos, no bar, deixar os smartphones no centro da mesa: quem pegar primeiro paga a conta.

“Eu resisti bravamente. Meu maior vício é o Instagram. Hoje deixo desligados os alertas do Facebook e de conversas em grupo.” O diretor comercial Heber Galarce, 32, estava no bar quando um de seus amigos pediu um “copo off-line” para ele, que se diz viciado. O copo, servido no bar Salve Jorge, em São Paulo, é uma tulipa que só para em pé se for apoiada em um celular. “Serviu como puxão de orelha”, diz Heber, que, durante a entrevista, responde a mensagens no Whatsapp.

Essa não é a primeira tentativa de trazer as pessoas de volta à mesa do bar. No Venga, no Rio, os roteadores de wi-fi foram renomeados com palavras formando a frase “Ah, largue o celular, curta o momento”.

Fonte: Folha de S. Paulo

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