Câncer de cólon e reto está entre os mais presentes na população

Censo do Instituto Nacional do Câncer (Inca) acaba de ser publicado com números preocupantes para 2014. De acordo com a pesquisa, para o ano seguinte, são esperados mais de 576 mil novos casos de câncer no País. O câncer de cólon e reto é o terceiro mais presente em mulheres e quarto em homens. Acometerá cerca de 17 mil mulheres e 15mil homens.

O presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), João Carlos Andreoli, alerta que devem ser criadas políticas públicas e conscientização da população e dos profissionais da saúde para o diagnóstico precoce deste tipo de câncer, como as que são utilizadas nas campanhas de câncer de próstata e de mama, por exemplo. “Este tipo de câncer – na maioria dos casos – é silencioso, assintomático, mas pode ser diagnosticado precocemente pelo exame de sangue oculto nas fezes e/ou por colonoscopia, o que aumenta a chance de cura dos pacientes”, aponta.

O câncer ou carcinoma colorretal abrange tumores que acometem um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto. É tratável e, na maioria dos casos, curável, ao ser detectado precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos. Grande parte desses tumores se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. Uma maneira de prevenir o aparecimento dos tumores é a detecção e a remoção dos pólipos antes deles se tornarem malignos.

Para eficácia na prevenção e tratamento, Andreoli indica que deve ser feito o exame de sangue oculto nas fezes, por ser um exame rápido e de baixo custo, a pesquisa de sangue oculto nas fezes – como ferramenta de rastreamento deste câncer, por ser o teste mais simples (não-invasivo) de menor custo e maior aplicabilidade em termos populacionais. O teste, entretanto, só está indicado em pacientes de baixo risco para câncer de intestino, ou seja, aqueles que têm 50 anos de idade ou mais, não apresentam qualquer sintoma intestinal ou histórico pessoal ou familiar de câncer de intestino ou de pólipos a partir dos 50 anos, sem distinção de gênero. Com histórico do câncer na família, é recomendável fazer o exame de sangue oculto nas fezes antes dos 40.

Para casos mais sensíveis, que já apresentam sintomas, como sangramento via anal, eliminação de sangue ou muco nas fezes e alteração do hábito intestinal ou outros sintomas e sinais suspeitos de câncer de intestino, a colonoscopia, que serve como procedimento preventivo, diagnóstico e curativo, faz toda a varredura (screening) em busca de pólipos e pequenos tumores, sendo um tratamento pouco invasivo.

Sobre a Colonoscopia - É um exame que permite a visualização direta do interior do reto, cólon e parte do íleo terminal através de um tubo flexível introduzido pelo ânus, contendo em sua extremidade uma minicâmera de TV que transmite imagens coloridas, podendo ser fotografadas ou gravadas em vídeo. O paciente é sedado, deitado em uma maca sobre seu lado esquerdo, possibilitando a passagem do endoscópio. “Durante o processo de varredura, atualmente é possível fazer a ressecção dos pólipos adenomatosos, os que poderão virar tumores e câncer, possibilitando a cura do paciente”, conclui Andreoli.

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5º Ecofis discute liderança em Enfermagem e desafios da fiscalização

A cidade de São Luís, no Maranhão, é o palco dos debates do 5º Encontro de Coordenadores de Fiscalização (ECOFIS) que ocorre nesta terça-feira (26) e reune aproximadamente cem coordenadores de todo o país. As discussões do dia foram iniciadas com a palestra da presidente do Conselho Regional de Enfermagem do estado (Coren-MA), Célia Rezende. A presidente discorreu sobre o paralelo entre a gestão tradicional e a gestão contemporânea.

As diferenças entre os enfoques administrativos- centralização nos recursos x enfoque nas pessoas, controle centralizado x valorização das competências, habilidades e atitudes. Assim, com a ideia de mostrar a necessidade de se adaptar aos princípios da Nova Gestão Pública, a presidente do Coren-MA destaca essa realidade, inserida no contexto da gestão em Enfermagem. “Precisamos estar atentos a todo tipo de melhoria na gestão e ajudar sempre, da melhor forma possível, o funcionamento eficiente do Sistema Cofen/Conselhos Regionais”, enfatiza Célia Rezende.

O coordenador da Câmara Técnica de Fiscalização (CTFIS), Carlos Rinaldo, debateu sobre a prática dos coordenadores de fiscalização e a importância do processo de decisão dos coordenadores, aludindo a uma ideia de introspecção decisória. “O poder é um exercício solitário, porém não pode ser entendido com um processo de decisão unitária”, finaliza.

Desafios na Gestão dos Departamentos de Fiscalização – A conselheira do Cofen, Maria de Fátima do Rozário Borges Sampaio, ao coordenar a palestra sobre os Desafios na Gestão dos Departamentos de Fiscalização, ressaltou que a excelência do Ecofis reside na harmonia das discussões tratadas durante o evento.

“Temos aqui um momento para discutir e definir políticas a fim de serem aplicadas no Sistema Nacional de Fiscalização. Reunimos tanto profissionais que discutem e elaboram as normas de fiscalização quanto profissionais que executam essas referidas normas”, aponta a conselheira, que considera o evento uma excelente oportunidade de troca de experiências.

A ideia de discussão da política de orientação do Sistema Nacional de Fiscalização também foi um ponto lembrado pelo coordenador e conselheiro do Coren-RR, Bernardo Alem. Para o coordenador, “a troca de experiências, advinda das discussões de diferentes realidades no país, enriquece toda a discussão e remete para uma questão que deve ser lembrada por todos os coordenadores: o foco.”

Bernardo também destaca que a legislação que orienta as fiscalizações deve estar sempre em consonância com a realidade. “O trabalho dos fiscais deve ser visto como um exercício de inclusão e que traz benefícios para toda a sociedade”, completa o coordenador ao destacar o que considera a missão primordial dos coordenadores: “Defender a vida”.

Fonte: Cofen

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Salvar vidas deve ser prioridade em situações de risco, dizem médicos

Os desastres naturais se repetem a cada verão, mas é possível evitar riscos nessas situações. Segundo o infectologista Caio Rosenthal e o clínico geral Luis Fernando Correa, a prioridade em momentos de perigo como deslizamentos de terra, desmoronamentos, enchentes, raios ou incêndios deve ser salvar vidas – depois, recuperar móveis, eletrodomésticos, automóveis e outros bens materiais.

Os médicos também recomendam pedir socorro para os vizinhos e autoridades capacitadas (como Samu, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil). Além disso, se a pessoa estiver em uma inundação, deve ficar atenta se a água já estiver na altura do joelho. Nesse momento, é possível escorregar, ser levado pela correnteza e até morrer por afogamento.

Outros riscos das enchentes são os objetos e armadilhas escondidos pela água, como bueiros, desníveis no chão, pedaços de metal e fios elétricos descapados. Se puder, não entre na água da chuva – que ainda pode trazer doenças como hepatite A, leptospirose, toxoplasmose e diarreias – e proteja-se em um lugar mais alto. Abandone seu carro também se a chuva passar da metade da roda do veículo.

Se você vir alguém se afogando, não tente resgatar a pessoa sem ter treinamento para isso, pois essa atitude, embora com boa intenção, pode aumentar o número de vítimas. Jogar uma corda, boia ou um colete salva-vidas improvisado é melhor para ajudar alguém até o socorro especializado chegar.

Para evitar inundações, os médicos recomendam não jogar lixo nas ruas, pois são esses objetos descartados que entopem os bueiros e as bocas de lobo. Outra dica, caso a água da chuva inunde a sua casa, é jogar fora todos os alimentos molhados – tente prevenir que isso aconteça colocando os pacotes, vidros e latas em um lugar mais alto.

Passada a enchente, lave os utensílios domésticos com água e hipoclorito de sódio. Use uma colher de sopa do produto para cada litro de água. Se quiser beber, ferva primeiro a água e depois adicione duas gotas do hipoclorito, explica Rosenthal.

Fonte: Bem Estar

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Fabricantes tentam seduzir público com cigarro eletrônico

No início do século passado, fumar era uma alternativa aceita a mascar tabaco para os homens; para as mulheres, era ousado. Então, em meados do século, tornou-se a norma. Conforme os perigos do tabaco – e o comportamento escandaloso das companhias de cigarro em esconder esses perigos – tornaram-se impossíveis de ignorar, fumar assumiu uma nova identidade, como um mal social.

Hoje os fabricantes de cigarros eletrônicos tentam conquistar a aceitação pública do “vaping” [algo como "vaporização"], como é conhecido o uso de seu produto. Mas alguns profissionais de saúde temem que aprovar o cigarro eletrônico possa desfazer décadas de trabalho de demonização do próprio hábito de fumar.

Está em jogo um mercado que cresceu em poucos anos para cerca de US$ 4 bilhões em todo o mundo. Isso é pouco comparado com os US$ 90 bilhões do mercado de cigarros só nos Estados Unidos. Mas um analista de Wall Street projeta que os cigarros eletrônicos vão superar os comuns na próxima década.

A NJOY foi uma das primeiras empresas a vender cigarros eletrônicos. Hoje existem 200 tipos nos EUA. No ano passado, as grandes companhias de cigarros entraram no jogo quando a Lorillard adquiriu a Blu, uma marca de cigarros eletrônicos, e demonstrou seu poder econômico. Em poucos meses a Blu deslocou a NJOY como líder de mercado.

Craig Weiss, executivo-chefe da NJOY, ainda considera que sua empresa tem uma vantagem – ao fabricar cigarros eletrônicos com visual, sensação e funcionamento semelhantes aos da coisa real. É uma estratégia diferente da de produtos concorrentes, que parecem longos tubos prateados ou canetas finas e reluzentes.

“Estamos tentando fazer algo muito desafiador: mudar um hábito que não apenas está arraigado, mas que as pessoas se dispõem a levar para o túmulo”, disse Weiss. “Para realizar isso, temos de estreitar o máximo possível a ponte para a familiaridade. Temos de facilitar para que os fumantes a cruzem.”

Para alguns na saúde pública, uma preocupação é que tornar novamente aceito um comportamento semelhante a fumar, em vez de levar ao abandono, acabe reanimando o hábito e provoque novos casos de enfisema, doença cardíaca e câncer de pulmão.

“A característica que poderia torná-los eficazes também é seu maior risco”, disse o doutor Tim McAfee, diretor do Departamento de Fumo e Saúde nos Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

O NJOY King, que custa US$ 7,99, é descartável e tenta entregar tanta nicotina quanto um maço de 20 cigarros. Outros tipos de cigarros eletrônicos são recarregáveis, e seus refis de nicotina fluida custam cerca de US$ 3 ou US$ 4.

No interior do tubo de policarbonato do NJOY, há um circuito integrado, um pequeno chip de computador. Depois há uma bateria de íons de lítio e um pavio enrolado em algodão embebido em nicotina, glicerina e propilenoglicol. A bateria é ligada quando o usuário dá uma tragada no tubo, aquecendo o interior do dispositivo a cerca de 65 graus centígrados e transformando a nicotina em vapor.

O eCigs da Blu, maior concorrente da NJOY, são tubos pretos finos com pontas que brilham em azul, não vermelho-brasa. Murray S. Kessler, presidente da Lorillard, descreveu seu visual como “moderno” e “bacana” e disse que a aparência lhe dá uma maior probabilidade de ser um “substituto completo” do cigarro.

Os acionistas “não se importam se vendemos cigarros ou cigarros eletrônicos”, disse ele, desde que a companhia dê lucros. A Lorillard disse que vai gastar US$ 40 milhões neste ano em marketing, orçamento que representa 35% dos US$ 114 milhões em vendas da Blu no primeiro semestre deste ano.

Duas outras empresas de cigarros estão explorando o mercado. O MarkTen, da Altria, pode ser recarregado e está sendo vendido em Indiana como teste. O Vuse, da R. J. Reynolds Tobacco Company, é um modelo prateado longo, que está sob testes no Colorado.

Nos EUA, o departamento federal que administra remédios e alimentos (DEA), que tem o poder de regulamentar, mas não de proibir, os produtos de tabaco, disse que pretende emitir em breve regras preliminares para comentário público sobre a regulamentação do cigarro eletrônico.

No mês passado, o Parlamento Europeu endossou limites para o patrocínio e a publicidade de cigarros eletrônicos e sua venda para menores, mas evitou regulamentos mais duros que os teriam classificado rigidamente como equipamentos médicos.

A maioria das autoridades de saúde parece concordar que os níveis de toxinas dos e-cigarettes são muito mais baixos que os dos cigarros tradicionais. Mas elas também dizem que se sabe muito pouco sobre os aspectos potencialmente malignos de determinadas marcas e se há danos para os “fumantes passivos”.

Um estudo publicado em setembro na revista médica britânica “The Lancet” descobriu que, após seis meses fumando cigarros eletrônicos, 7,3% dos usuários tinham parado de fumar tabaco. (O índice de eficácia dos adesivos de nicotina foi 5,8%.)

Nos EUA, 40 secretários de Justiça pediram a regulamentação federal de “um produto viciante cada vez mais disseminado”. Eles destacaram um comercial de televisão do NJOY em que o produto é exatamente igual a um cigarro. Weiss não vê o problema: “Queremos que ele pareça ao máximo com um cigarro porque é assim que vamos fazer os fumantes mudarem de comportamento”.

Fonte: Folha de S. Paulo

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Novos testes ajudam a decidir se mulher com câncer de mama deve fazer químio

Uma nova geração de testes genéticos começa a ser usada no Brasil em certos casos de tumor nos quais há margem para dúvidas sobre qual é o caminho mais seguro e menos nocivo a ser trilhado no tratamento.

Há muito tempo os médicos já sabem que só tamanho não é documento quando se fala da agressividade de um tumor. E mesmo as informações colhidas pela análise do tecido tumoral no microscópio não revelam tudo o que o oncologista precisa saber para decidir se, após a cirurgia, uma mulher com câncer de mama deve ou não se submeter à quimioterapia. Neste ano, um exame chamado Mammaprint, que analisa 70 genes do tumor, começou a ser usado por médicos particulares no país.

Outro teste, o Pam50, de 57 genes, também deve chegar ao Brasil em breve. Eles se juntam a um outro método anterior, o Oncotype (que analisa 21 genes e já é usado há alguns anos), para dar subsídio aos médicos na hora de mudar (ou não) a terapia escolhida. Há ainda um outro painel, mais restrito, de três genes, que começou a ser oferecido, há um mês, pelo laboratório Salomão Zoppi.

NA PRÁTICA – Antonio Frasson, mastologista do hospital Albert Einstein e professor da PUC do Rio Grande do Sul, já aplicou o Mammaprint em cerca de 20 pacientes com câncer.

Primeiro, a mulher passa pela cirurgia de retirada do tumor. Uma amostra desse tecido é colocada em um bloco de parafina e enviada a um laboratório nos EUA. O exame analisa 70 genes ligados à capacidade de proliferação das células e de sua infiltração em outros órgãos.

Três ou quatro semanas depois, diz Frasson, chega o resultado, que afirma se a doença tem bom prognóstico ou não. Se o prognóstico é bom, afirma o médico, isso quer dizer que a paciente tem uma chance em torno de 95% de estar bem daqui a dez anos. Se for ruim, a chance é menor. “Com essa informação, podemos selecionar quem pode ser poupada da químio depois da cirurgia.”

SELEÇÃO – O teste, no entanto, não é indicado para todas as mulheres com câncer. Casos em que o tumor é claramente não agressivo ou nos quais já se vê risco de metástase não pedem o Mammaprint, que custa cerca de R$ 12 mil e não é coberto por planos de saúde.

De acordo com Sergio Simon, oncologista do Albert Einstein, uma primeira análise, chamada de imuno-histoquímica, usada já há 20 anos, mostra se o tumor tem receptores de hormônios femininos e se tem a expressão da proteína HER2.

Isso já pode mostrar se o tumor é agressivo e requer uma terapia específica, dispensando o painel genético mais amplo. Nos outros casos, a análise genética pode ser reveladora. “Às vezes, há tumores pequenos extremamente agressivos, e esse exame mostra. Tumores maiores podem ser indolentes.”

Segundo Simon, o teste muda a conduta em até 40% dos casos, em geral para não usar a quimioterapia. “Reservamos o tratamento para quem realmente precisa.”

Fonte: Folha de S. Paulo

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A melhor vitrine são as redes sociais e os sites de emprego

Uma pesquisa exclusiva realizada por VOCÊ S/A revela: quem não explora adequadamente as redes sociais e os sites de emprego torna-se invisível para os recrutadores. Saiba como se expor online para aumentar sua visibilidade profissional

Em agosto, a advogada e cientista social paulistana Maria Elisa Curcio Pereira, de 31 anos, foi contratada para o posto de diretora de relações governamentais da Avon no Brasil. Maria Elisa, que até então ocupava o cargo de gerente sênior de relações governamentais da Whirlpool, não estava procurando emprego quando foi contatada por um headhunter que havia encontrado seu perfil no LinkedIn

Fundada nos Estados Unidos em 2003, a rede social voltada para profissionais tem no Brasil 13 milhões de usuários. “Eu tinha a impressão de que as vagas via LinkedIn eram mais juniores, mas tive uma grata surpresa”, afirma.

A história de Maria Elisa ilustra uma tendência recente do mercado de trabalho quando o assunto é recrutamento: a possibilidade, para o RH, de acessar profissionais que não estão em busca de emprego e, para as pessoas, de expor seu talentosem necessariamente estar procurando uma vaga.

Antes do surgimento desse tipo de ferramenta, essas opções eram bastante limitadas, já que os profissionais que estavam empregados não contavam com uma plataforma para exibir as informações de seus currículos pela qual pudessem ser contatados.

Eles só se tornavam potenciais candidatos ao preenchimento de uma vaga se decidissem trocar de trabalho e inscrevessem seu currículo na página de uma empresa ou num site de empregos.  “Esse tipo de conexão representa uma revolução. É uma forma barata e fácil de chegar ao profissional”, diz Milton Beck, diretor de vendas do LinkedIn.

Essa revolução não se limita à forma como os recrutadores fazem seu trabalho. Ao tornar os profissionais que já estão empregados acessíveis às propostas das mais diversas empresas, essas redes sociais também aumentam a autonomia dos trabalhadores no que diz respeito à gestão da própria carreira.

Ao receber mais ofertas, eles têm mais opções para decidir quando fazer uma transição profissional e podem negociar melhores condições para aceitar um novo trabalho, diferentemente do que aconteceria se estivessem desempregados. Mas como aproveitar de fato todas as possibilidades desse novo cenário e usar as tecnologias para receber mais propostas?

Para responder a essa pergunta, VOCÊ S/A realizou, em parceria com a Associação Brasileira de Recursos Humanos, uma pesquisa
sobre o uso dessas ferramentas online. O levantamento, realizado de abril a julho deste ano por meio do site de pesquisas SurveyMonkey, questionou 262 recrutadores e 259 profissionais — empregados e desempregados — sobre a forma como eles utilizam as redes sociais e os sites de emprego.

O objetivo foi avaliar o peso dessas ferramentas nos processos de seleção  e identificar as mais usadas pelo RH para preencher cada tipo de cargo. “Recrutadores de microempresas a grandes corporações, bem como todas as atividades empresariais, estiveram representados na pesquisa, para colhermos um resultado apurado, sem excluir nenhum segmento”, afirma Rodolfo Ohl, gerente-geral da Survey Monkey no Brasil.

Aumento de 300%

A primeira constatação da pesquisa de VOCÊ S/A foi que apenas 7,4% dos RHs declaram não utilizar sites de empregos ou redes sociais na hora de recrutar. Dito de outro modo, isso signifca que os trabalhadores que não fazem uso de alguma dessas ferramentas estão invisíveis para os recrutadores.

Foi o que percebeu o engenheiro mecânico Rafael Caffaro Abolis, de 30 anos, gerente das áreas comercial e de marketing da multinacional dinamarquesa Nilfsk- Advance, de equipamentos de limpeza. “Quem não tem um perfil ou o currículo público parece que não está no mercado”, diz. Rafael mantém seu currículo em vários sites, como Catho e Vagas, e em congêneres internacionais, como Monster.

Ele também expõe seu perfil nas páginas de empresas de recrutamento, como Robert Half e Michael Page, e no LinkedIn, onde mantém
uma conta Premium. Boa parte das mudanças profissionais que fez foi possibilitada por essa estratégia, incluindo passagens pelas empresas Scania e Usiminas, e um posto internacional de gerente comercial da Clarion Consulting, na Irlanda.

Em 2011, depois de um ano morando no exterior, Rafael retornou ao Brasil e atualizou suas informações em todas as ferramentas online
em que mantém o currículo. Três meses depois de voltar, já foi contatado via LinkedIn e contratado pela subsidiária brasileira da americana Nacco. Apenas um ano mais tarde, um recrutador que encontrou o perfil de Rafael na Catho e no LinkedIn apresentou a proposta da startup dinamarquesa onde ele trabalha atualmente.

“Eu estava feliz na Nacco, não buscava oportunidades, mas a Nilfsk-Advance me levou aos Estados Unidos para conhecer o presidente da empresa, sem compromisso. Fui muito bem tratado. Ela me conquistou”, diz. Todas essas mudanças de emprego renderam a Rafael mais do que uma rica bagagem profissional. Proporcionaram também um bom upgrade em sua remuneração. “Eu tive um aumento salarial de 300% nos últimos cinco anos”, diz.

O gerente acredita que, se estivesse fora das redes e dos sites que facilitaram as mudanças de emprego, teria conseguido, no máximo, uma elevação salarial de 5% ao ano — que basicamente corresponde à correção do salário pela inflação. “É difícil receber promoções estando na mesma empresa. Você precisa mudar para ter esse reconhecimento fnanceiro. E quando é procurado, então, tem um supertrunfo nas mãos”, diz.

Perfis múltiplos

Embora o perfl de Rafael, inscrito em vários sites e redes profissionais simultaneamente, pareça uma exceção, os dados da pesquisa de
VOCÊ S/A sobre como os recrutadores utilizam essas ferramentas sugerem que os trabalhadores que desejam receber propostas deveriam incluir seu perfil em mais de uma delas.

Ao contrário da tradicional visão de que o LinkedIn seria usado para recrutar apenas os profissionais de cargos mais altos, enquanto os sites de empregos focariam apenas nos cargos mais baixos, os números revelam que há uma sobreposição de públicos entre essas ferramentas. o LinkedIn lidera o ranking das mais usadas pelos recrutadores para postos tanto de presidente e diretor quanto de supervisor e coordenador, analista e especialista, o que indica uma popularização dessa rede social profissional.

“Já encontramos até encarregados de obras com perfl no LinkedIn”, diz marcelo Zappia, diretor de RH da construtora Tecnisa. por outro lado, 40,1% dos recrutadores declaram usar o site Catho para selecionar candidatos de nível gerencial. longe de ser casual, esse maior uso da catho no recrutamento para postos mais elevados refete as mudanças de posicionamento de mercado que a empresa vem fazendo desde que passou a ser controlada pela australiana SEEK, em maio de 2012.

Fonte:Revista Você S/A.

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Pneumonia: é possível prevenir?

12 de novembro é o Dia Mundial de Combate à Pneumonia. A data é uma oportunidade para incentivar mundialmente a discussão sobre a importância da prevenção da pneumonia, um problema que apesar de grave, pode ser evitado. Para marcar a ocasião no Brasil, acontece neste final de semana, 09 e 10 de novembro, o evento City Walk, que apoia a campanha “Previna-se: encare a pneumonia de peito aberto”. A atriz Regina Duarte, madrinha da campanha, estará presente.

A iniciativa, lançada por quatro importantes sociedades médicas – Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Associação Brasileira de Imunizações (SBIm), Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), com o apoio da Pfizer, inclui ações educativas e de conscientização da população.

A pneumonia é a maior causa de morte em crianças em todo o mundo. No entanto, a doença não está limitada a bebês e crianças, afeta também adultos, principalmente com mais de 50 anos e portadores de asma, doença cardíaca ou outra grave condição de saúde.

Ao mesmo tempo em que a pneumonia é um importante problema de saúde pública, alguns tipos – incluindo a pneumonia pneumocócica – são evitáveis. E a vacinação é um passo fundamental para ajudar na prevenção, em conjunto com hábitos de vida saudáveis.

Entre as opções de vacinas disponíveis para prevenção da pneumonia e das demais doenças pneumocócicas está a Prevenar 13 (VPC-13) – também conhecida como vacina pneumocócica conjugada 13 valente, aprovada este ano pela Anvisa para uso em adultos acima de 50 anos. A vacina já era indicada para crianças até seis anos incompletos.

Sobre o City Walk – O City Walk acontece em São Paulo neste final de semana (9 e 10/11) no Jockey Club com diversas atividades. No sábado, entre 10h e 18h, estarão disponíveis gratuitamente diversos serviços como avaliação clínica e corporal, teste de bioimpedância, orientação nutricional e de treino, além de aulas de pilates e zumba e esclarecimento de dúvidas sobre o calendário de vacinação do adulto. No domingo, há uma caminhada esportiva, de 3,5km, com largada às 7h30, com participação da atriz Regina Duarte, madrinha da campanha.

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Ministério da Saúde lança edital Provab 2 para Enfermeiros

O Ministério da Saúde lançou o edital 58 na data de 7 de novembro de 2013, chamando enfermeiros e dentistas a candidatarem-se no Programa de Valorização da Atenção Básica – PROVAB 2, com início em março de 2014.

O Conselho Federal de Enfermagem foi representado pelos Conselheiros Ivete dos Santos Barretos e Sebastião Junior Henrique Duarte no lançamento do edital feito pelo Coordenador do PROVAB 2 Reginaldo Inoja. Participaram, ainda, representantes de outras entidades de classe da enfermagem e da odontologia.

O objetivo do programa é melhorar a formação desses profissionais no Brasil, fazendo com que esses enfermeiros e dentistas conheçam a real necessidade da população brasileira.

Há previsão de mil vagas para enfermeiros, para atuarem no Programa Saúde na Escola, em capitais e cidades da região metropolitana com mais de 100 mil habitantes. O período de inscrição será de 13 a 31 de dezembro de 2013. Entre os critério para seleção estão a) candidatos que cursaram a graduação preferencialmente no próprio estado onde pretende se candidatar, b) maior média registrada no histórico escolar, c) menor tempo de formado, d) ordem de inscrição no PROVAB, ou seja, os primeiros inscritos terão prioridade na seleção.

Os enfermeiros e dentistas participantes do PROVAB 2 receberão bolsa no valor de R$ 2.967,26 (dois mil, novecentos e sessenta e sete reais e vinte e seis centavos), pago pelo Ministério da Saúde. Todos os profissionais farão curso de Especialização em Saúde da Família, através da Universidade Aberta para o SUS – UNASUS.

Fonte: Confen

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HC promove fórum sobre drogas na infância e adolescência

O Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da FMUSP, ligado à Secretaria Estadual de Saúde, vai promover o II Fórum Interdisciplinar e Intersetorial sobre drogas na infância e adolescência, nos dias 8 e 9 de novembro, das 8h às 18h no Teatro da Faculdade de Medicina da USP. O evento vai reunir a expertise de profissionais da saúde, educação, políticas públicas, mídia e segurança a fim de discutir, de maneira transversal, diretrizes em prol da causa infância e adolescência.

O evento, aberto ao público, gratuito e com vagas limitadas, está sob a coordenação e organização do professor Vicente Odone Filho, chefe do Departamento de Pediatria do Instituto da Criança do HCFMUSP e pela Dra. Maria Teresa Martins Ramos Lamberte, psiquiatra e psicanalista do Serviço de Psiquiatria e Psicologia do ICr HCFMUSP.

”Não podemos nos esquecer de que os usuários adultos foram crianças um dia. O Fórum pretende traçar medidas que ajudem a ressignificar a problemática da infância, a levantar índices clínicos de prevenção e promoção de saúde. O que será que pode ter acontecido na infância desses indivíduos que corroborou para o ingresso no mundo das drogas? Por isso o evento é interdisciplinar e intersetorial, pra fazer cruzar essas variáveis”, ressalta a doutora Maria Teresa.

O Fórum será conduzido por quatro Grupos de Trabalho (GTs) em cada dia que incluem: saúde (mental, coletiva, pediátrica e hebiátrica), educação (arte e cultura), políticas públicas e segurança. Todos debatendo acerca da prevenção, redução de danos e vulnerabilidade, redução de risco psíquico-social e de vida e promoção de saúde.  “Além do caráter de diálogo, haverá uma discussão investigativa que poderá resultar em artigos científicos e proposições práticas. Haverá também encontros periódicos com pais de dependentes para compartilhar o saber construído. É um compromisso social”, destaca Maria Teresa.

Dentre os palestrantes em destaque estão João Golão, ligado ao ministério de Portugal, que irá compor a mesa de políticas internacionais e Julio Calzada, da Junta Nacional de Drogas, do Uruguai. O evento contará também com a presença da equipe de Francisco Inácio Bastos, da FIOCRUZ, com um importante estudo concluído recentemente, com mais de sete mil usuários de crack e que inclui a infância e a adolescência nesse contexto. Aldo Zaiden, convidado pela União Europeia como especialista sênior para realizar um estudo sobre drogas, irá compor a mesa de fechamento, entre outros convidados bastante expressivos nessa área. Todos os presentes participam ativamente de ações de políticas públicas.

De acordo com o VI Levantamento Nacional sobre o Consumo de Drogas Psicotrópicas entre Estudantes do Ensino Fundamental e Médio das Redes Pública e Privada de Ensino, realizado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) em 2010, mais de 25% das crianças brasileiras já tiveram contato com algum tipo de droga na vida. Cerca de 40% de uma amostragem de mais de 50 mil crianças e adolescentes responderam sim para o consumo de bebida alcoólica naquele ano.

Serviço:

II Fórum Interdisciplinar e Intersetorial sobre Drogas na Infância e na Adolescência

Dias: 8 e 9/11, das 8h às 18h

Local: Teatro da Faculdade de Medicina da USP

Av. Dr. Arnaldo, 455 (próximo à Estação Clínicas do Metrô)

Inscrições: pelo telefone 2661-8933 ou pelo e-mail Elizabeth.ambrozio@hc.fm.usp.br

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Enfermagem recebe prêmio Victor Valla de Educação Popular em Saúde

O curso de Enfermagem da Universidade Paranaense – Unipar, Unidade de Guaíra, comemora a conquista do prêmio Victor Valla de Educação Popular em Saúde, em reconhecimento ao projeto realizado em 2011 ‘Educação Popular em Saúde Voltado a Prevenção de Drogas: Formação de Agentes Multiplicadores’. O projeto foi contemplado em 5º lugar nas fases pesquisa e sistematização.

Victor Vincent Valla (1937-2009), pesquisador Emérito da Fundação Oswaldo Cruz, foi responsável pela consolidação da relação entre Educação Popular e a Saúde. Valla deixou um legado que inspira a reflexão sobre os modos de viver e produzir saberes das classes populares e suas relações diretas com a saúde. Sua obra é uma referência significativa para as práticas de gestão participativa, cuidado e promoção da saúde no SUS.

“Estamos lisonjeados com essa premiação; isso vem demonstrar o quanto é importante e necessário plantar boas sementes, pois agora estamos colhendo excelentes frutos desses trabalhos executados com dedicação, amor e sabedoria. Agradeço a enfermeira Marileisa Barbosa e nossos parceiros, que estão à frente desse projeto, por todo esforço durante todos esses anos”, ressalta a coordenadora do curso, professora Daniele Garcia. A premiação, prevista para dezembro, acontece em Brasília durante o 1º Seminário Nacional de Educação Popular em Saúde.

Outubro Rosa – O Pronto Atendimento Ambulatorial de Enfermagem (PAAE) segue realizando ações de promoção de saúde durante a Campanha do Outubro Rosa. No começo do mês, a equipe da Unipar promoveu uma palestra sobre ‘Saúde da Mulher’, ministrada pela enfermeira Glaucia Rossi, da Secretaria Municipal de Saúde. A ação beneficiou colaboradores, acadêmicos e visitantes. A equipe também entregou um kit Outubro Rosa, composto por um DVD com dicas sobre alimentação, autoexame da mama, mamografia, esmalte, broche, flyer e informações sobre a prevenção.

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